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07 outubro, 2011

Descubra !!!

 
 
Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.

Descobriu?

? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?

Tente mais uma vez. .

? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?

Ainda não descobriu?

? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
Então, veja a resposta abaixo
O texto não tem letra " A ".



06 outubro, 2011

Para ouvir e guardar para sempre


Clique no nome da música e aguarde por uns instantes enquanto o disco é posto para tocar.  
Você ouve a música vê a letra e toda a história da música, compositor e intérprete, algo que deve ser guarado dentro de nós... 
Compartilho com vocês um pouco dessas recodações.
Músicas brasileira de todos os tempos e prá todos os gostos.


A Banda  (1965)
A canção tocou na hora errada  (1999)
A Deusa da Minha Rua  (1940)
A Deusa dos Orixás   (1975)
A Flor e o Espinho (1964)
A Loba  (2001)
A Miragem  (2001)
A Noite Do Meu Bem  (1959)
A paz do meu amor  (1974)
A Praça  (1967)
Adeus Cinco Letras que choram  (1947)
Agonia  (1980)  
Águas de Março (1972)
Ainda lembro (1994)
Alegria Alegria  (1967)
Alguém como tu
 (1952)
Alma   (1982)
Alma Gêmea  (1995)
Alvorada no Morro (1973)
Amélia   (1941)
Amor e Sexo  (2003)
Andança (1968)
Anos Dourados  (1986)
Ao que vai chegar  (1984)
Apelo  
(1967)
Apesar de Você??  (1972)
Argumento (1975)
Arrastão (1965)
As Loucuras de uma Paixão (1997)
Atire a Primeira Pedra (1944)
Atrás da Porta (1972)
Ave Maria no Morro (1942)
Baila Comigo  (1980)
Balada do Louco   (1982)
Bandolins (1979)
Beija eu  (1991)
Bem Querer  (1998)
Bilhete (1980)
Brasil (1988)

Brasileirinho (1949)
Brigas (1966)
Caça e Caçador (1997)
Caçador de mim   (1980)
Café da Manhã  (1978)
Cama e Mesa  (1984)
Caminhando (1968)  
Caminhemos  (1947)  
Canta Canta minha gente  (1974)
Cantiga por Luciana  (1969)
Canto das Três Raças  (1974)
Carolina (1967)
Castigo (1958)
Chama da Paixão
(1994)
Chega de Saudade (1958)
Chove Chuva   (1963)

Chuvas de Verão   (1949)
Cio da Terra   (1976)
Codinome Beija Flor  (1985)
Coisinha do Pai  (1979)
Começar de Novo  (1978)
Começaria Tudo Outra Vez  (1976)
Como Uma Onda  (1983)
Conceição (1956)
Conselho  (1986)
Conto de Areia  (1974)
Copacabana (1947)
Coração de Estudante  (1983)
Dança da Solidão  (1972)
Dandara (2005)
De volta pro meu aconchego  (1985)
Desabafo (1979)    
Desafinado (1958)
Desenho de Deus (2006)
Deslizes (1989)
Detalhes  (1970)
Devagar... Devagarinho  (1995)
Dez a Um  (1997)
Dindi   (1959)
Disparada  (1965)
Dois (1997)
E daí  (1959)
Encontro das águas  (1993)
Encontros e Despedidas (1985)
Epitáfio (2001)
Espanhola  (1999)
Esse seu olhar  (1959)
Estão voltando as flores (1961)
Estranha Loucura (1987)
Estrela do Mar (1952)
Eu não existo sem você (1958)
Eu Sei  (2004)
Eu Sei Que Vou Te Amar (1958)  
Eu sonhei que tu estavas tão linda (1942)
Evocação nº 2 (1958)
Evocação nº 1   (1957)
Faz parte do meu show (1988)  
Festa de Arromba (1964)
Foi Assim   (1977)
Foi um Rio que passou em minha vida (1970)
Folhas Secas (1973)
Fonte da Saudade (1980)
Fotografia (1967)
Gabriela  (1975)
Garota de Ipanema  (1962)
Gente Humilde  (1969)
Gostava Tanto de Você  (1973)
Gota D'Água  (1976)
Grito de Alerta  (1979)
Hoje  (1966)
Iracema  (1956)
Judia de Mim (1986)
Juí­zo Final (1976)
Lábios de Mel
 (1955)
Lança Perfume  (1980)
Laranja Madura  (1966)
Lenha   (1999)
Loucura  (1979)
Madalena  (1970)
Mal Acostumado  (1998)
Marina (1947)
Mas que nada (1963)
Matriz ou Filial  (1964)
Me dê Motivo  (1983)
Mel na Boca  (1985)
Menino do Rio  (1980)
Mensagem (1946)
Meu Bem Meu Mal  (1981)
Meu Bem Querer  (1980)
Meu ébano  (2005)
Meu mundo e nada mais  (1976)
Minha Namorada  (1962)
Modinha (1968)
Molambo   (1953)
Momentos
 (1983)
Mulher de Trinta  (1960)
Mulher Ideal  (2002)
Mulheres (1998)
Namoradinha de um amigo meu  (1965)  
Não deixe o samba morrer  (1975)
Naquela Mesa  (1970)
Negue   (1960)
Ninguém Me Ama  (1952)
Nobre Vagabundo  (1996)
Noite dos Mascarados  (1967)
Nos bailes da vida  (1981)
Nuvens   (1995)
O Barquinho  (1961)
O Bêbado e a Equilibrista  (1979)
O Caderno  (1983)
O Canto da Cidade  (1992)
O Mar Serenou  (1975)
O que é o que é  (1982)
O Surdo (1975)
O Último romântico (1984)
Oceano   (1989)
Olho por Olho  (1977)
Ontem (1988)
Os Amantes  (1977)
Ouça   (1957)  
Outra Vez  (1977)
País Tropical  (1969)
Paixão   (1981)
Papel Machê  (1984)

Paratodos (1993)
Partituras  (1995)
Passarela no ar  (2006)
Pedacinhos (1983)
Pedaço de Mim (1979)
Pela Luz dos Olhos Teus (1977)
Poema do Adeus (1961)
Por mais que eu tente  (2005)
Pra Você (1972)
Preciso aprender a ser só (1965)
Prova de Fogo   (1967)
Purpurina (1982)
Quando eu me chamar Saudade (1974)
Quarto de Hotel (1980)  
Quem é Você   (1995)
Recado   (1990)
Regra Três  (1973)
Resposta ao Tempo  (1998)  
Retalhos de cetim  (1973)
Roda Viva  (1967)
Ronda (1953)
Rosa de Hiroshima (1973)
Saigon  
(1989)
Samba de Orly  (1971)
Samba de uma Nota Só   (1960)
Samba do Avião   (1967)
Samba do crioulo doido (1968)
Samba em prelúdio (1962)
Samba pra Vinicius (1980)
Samurai (1982)
Saudosa Maloca  (1955)
SE  (1992)
Se eu quiser falar com DEUS =  (1980)
Se não é amor  (2005)
Se quer saber  (2002)
Se queres saber  (1977)
Se Todos Fossem Iguais a Você  (1957)
Sem Fantasia  (1967)
Seu Corpo  (1975)
Só Louco (1976)
Só Pra Contrariar (1986)
Sol de Primavera (1994)
Sonhos (1994)
Sozinho  (1999)
Sufoco  (1978)
Ta na Cara  (1998)
Tem coisas que a gente não tira do coração  (1996)
Tereza da praia  (1954)
Tigresa (1977)
Tiro ao Álvaro (1980)
To Voltando
(1979)
Toada   (1979)  
Todo o Sentimento  (1987)

Travessia (1967)
Trem das Onze  (1965)    
Tristeza pé no chão  (1972)
Tudo com você  (1983)
Última Inspiração  (1940)  
Um certo alguém  (1983)
Um Dia de Domingo (1985)
Um Homem também chora (1983)
Upa Neguinho (1967)    
Vai Passar   (1984)
Valsinha (1971)
Vê se me erra  (1992)
Velho Realejo  (1940)
Verde   (1985)
Viagem  (1973)
Viajante (1989)
Viola Enluarada   (1967)
Você  
(1974)
Você abusou  (1971)
Você é Linda  (1983)
Você passa eu acho graça  (1968)
Volta por cima  (1962)
Wave (1977) 

...

Indios Cherokess

Você conhece a lenda do rito de passagem
da juventude dos índios Cherokees? 
Você conhece a lenda do rito de passagem
da juventude dos índios Cherokees? 



O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.

Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.

Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a ven da.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente...

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.
...

Culpa das mulheres...

Eu era sozinho...

 
Até que conheci uma garota ...


 
Ela era assim...
 


 
Juntos éramos assim...
 

Lhe dava presentes assim...

 

 
Quando me aceitou fiquei assim...
 


 
Falava com ela todas as noites assim...
 


 
Então no escritório fazia isto...
 

  Quando meus amigos conheceram minha garota, fizeram assim...


  
Minha reação era assim...
 


 Mas no dia dos namorados ela recebeu uma rosa vermelha de alguém que não era eu ...
   
E ela ficou assim...


 
  E eu fiquei assim...

   O qual me conduziu a isto...
 

   
  e isto...
 

 
E me deu vontade de...
 


 
E comecei a fazer isto...


 e isto...



GAROTAS, GAROTAS... !

               
 
É a vida né!...
E depois ainda nos perguntam por que bebemos ... !!!

...
 

02 outubro, 2011

Matemática de mendigo


Tenho que dar os parabéns para esse estagiário que elaborou essa pesquisa tão perfeita, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade.


Preste atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às  vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$ 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto. Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe  perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu? 

É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá
(25 dias por mês) x 35 =
875 ou
25 x 40 = 1000,
então na média
R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.




...

Você já tomou Pepsi ?

Pepsi é uma marca de um refrigerante com sabor de cola que possui mais de 100 anos de história. A marca está presente em 75 países nos cinco continentes.












..

Promoção te leva ao Japão

PROMOÇÃO SONY TE LEVA AO JAPÃO!!!

Uma viagem ao Japão de 15 dias, passagem e hotel pago com direito a acompanhante, mais 2.500 dólares para gastar a vontade.

E ainda:

Uma TV LCD Full HD  de 69 (já com o decodificador digital incorporado)!!!!
Essa vale a pena tentar!
Para ganhar a viagem é “simples”:
Basta acertar as seguintes perguntas a respeito da foto abaixo:

1) quem está com sono,
2) quem está quase dormindo,
 3) quem acordou agora,
 4) quais são os dois gêmeos,
5) quem está com raiva,
6) quem está alegre.

Segue a imagem:



. ° ° ° ° °

Ao lado de um negro

Caso real:

A seguinte cena aconteceu em um vôo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.
Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

"Qual o problema, senhora"? perguntou a comissária.
"Não está vendo?  respondeu a senhora  "vocês me colocaram ao lado de um negro.
Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira".

"Por favor, acalme-se disse a aeromoça "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. "Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe".

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, 

a comissária prosseguiu:

"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..." E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena,
começaram a aplaudir, alguns de pé.


Se você é contra o racismo, envie esta mensagens aos seus amigos, mas não a delete sem ter mandado pelo menos a uma pessoa." "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos
bons." ((Martin Luther King))

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Redação de uma aluna (UFPE)

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa. Leiam até o final, é muito legal!
 
Redação: 
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. 
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. 
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. 
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. 
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. 

...